TMT – Núcleo de Estudos sobre as Transformações no Mundo do Trabalho
  • Curso de Extensão: Pedagogia Histórico-Crítica – ciência, currículo e didática

    Publicado em 17/03/2021 às 12:28

    Trata-se de um curso de extensão promovido pelo HistedBr/ UNICAMP em parceria com o Núcleo de Estudos sobre as Transformações no Mundo do Trabalho (TMT/CED/UFSC) e outras 10 universidades públicas brasileiras. É voltado a alunos de graduação, pós graduação, professores, coordenadores, gestores escolares e demais interessados. Inscrições pelo link: http://inscricoes.ufsc.br/phc


  • Nota de repudio à nomeação do Reitor da UFPB

    Publicado em 30/11/2020 às 22:47

    Nós, do Núcleo de Estudos sobre as Transformações no Mundo do Trabalho – TMT, nos somamos a IGS/Brasil (International Gramsci Society-Brasil) no repúdio à nomeação do Reitor da UFPB pelo atual governo, por entendermos que esta nomeação, à revelia da consulta pública realizada no interior da universidade, manifesta-se como uma ação autoritária e antidemocrática, que fere a autonomia universitária inscrita na Constituição Federal e desrespeita os sujeitos que diariamente atuam na instituição e respondem pelas atividades nela desenvolvidas. Por esse motivo, divulgamos a Nota de Repúdio da IGS/Brasil, com a qual temos profundo acordo, e manifestamos nossa solidariedade e apoio aos colegas professores, técnicos-administrativos e estudantes daquela universidade, desejando que a resistência vença o silêncio e reverta mais este grave atentado contra as universidades federais e as instituições públicas deste país.

     

    Nota de repudio da IGS Brasil à nomeação do Reitor da UFPB

    A nomeação do professor Valdiney Veloso Gouveia como reitor da Universidade Federal da Paraíba, contra a vontade da comunidade acadêmica, representa uma nova provocação do governo Bolsonaro não apenas contra à autonomia universitária, mas um evidente desprezo às regras democráticas básicas. Apesar de ter recebido apenas 5% dos votos na consulta às categorias docente, discente e de servidores técnicos e de não ter recebido nenhum voto dos conselhos superiores (Consuni, Consepe e Conselho Curador), Valdiney foi escolhido pelo governo com arrogância e desrespeito pela comunidade universitária no seu conjunto. Também, por meio dessa intervenção autoritária, o governo Bolsonaro prossegue na sua estratégia de esvaziamento progressivo das instituições democráticas no Brasil com a precisa intenção de desarticular suas funções e seu papel social. Isto é coerente com uma ideia autoritária e bonapartista da relação unilateral entre
    o líder carismático e o povo, que não tolera qualquer intermediação possível por órgãos intermediários e instâncias democráticas representativas. Contra tudo isso, a International Gramsci Society Brasil exprime não apenas o seu repúdio, mas pretende denunciar em todas as instâncias nacionais e internacionais esse novo vulnus autocrático, convidando os seus filiados a se manifestar publicamente contra esse ato usurpatório dos sagrados direitos de cidadania, alicerçados nas liberdades fundamentais do povo e no princípio do respeito ao resultado democrático.

    Gianni Fresu
    Presidente International Gramsci Society Brasil

    https://igsbrasil.org/noticias/nota-contra-a-intervencao-na-ufpb/http://


  • Memórias do Confinamento: Poemas, Crônicas e Contos – Abel Ribeiro

    Publicado em 23/11/2020 às 23:00

    Memórias do Confinamento: Poemas, Crônicas e Contos – Abel Ribeiro

    Apresentação – Mauro Puerro  

    “O tempo é minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
    a vida presente.”
    Carlos Drummond de Andrade
      

    Ao ler “Memórias do Confinamento”, escritos durante a pandemia que nos assola, recordei-me, na hora, do poema “Mãos Dadas” de Drummond. Seus dois últimos versos abrem este prefácio. “Mãos Dadas” é um dos poemas do livro “Sentimento do Mundo” publicado pelo genial poeta brasileiro em 1940. Suas poesias foram escritas entre 1935 e 1940, período de ascensão do nazi-fascismo e início da segunda guerra mundial, que deixavam muitas dúvidas sobre o futuro da humanidade. O “gauche” Carlos, homem com ideias de esquerda, buscava soluções coletivas nesta época difícil. O eu-lírico de “Sentimento do Mundo” refletia este paradoxo da época: a pressão de uma realidade que amedrontava cada indivíduo versus o olhar coletivo para a humanidade.

    Abel Ribeiro, professor, sociólogo, ativista, pessoa dedicada a mudar o mundo, escreve seus versos confinado, num momento em que a humanidade novamente está com terrível dúvida sobre seu futuro. A crise sanitária, econômica e política pressiona e amargura cada indivíduo. Muitos não têm certeza de estar vivos na próxima semana. E, se estiver, o que farão para sobreviver. E também se conseguirão sobreviver ao perigo fascista que voltou ao mundo e ao país como um pesadelo terrível do qual pensavam já ter se livrado.

    É neste cenário que o paraense Abel, confinado em Florianópolis escreve seus versos. Óbvio que este paralelo para apontar similaridades entre os eu-líricos não significa igualar “Memórias do Confinamento” com “Sentimento do Mundo”. Quando de sua publicação Drummond já era um poeta maduro e exuberante. Abel está lançando seu primeiro livro.

    Guardadas as devidas proporções e diferenças de períodos históricos distintos, o eu-lírico de “Memórias do Confinamento” também está prensado por uma contradição: a individualização física e todas suas consequências imposta pela pandemia de um lado, e de outro a solução coletiva necessária para a humanidade.

    Já em “Confinamento”, poema de abertura, o paradoxo que aflige o eu-lírico surge com força e evidência:

    “Quando comecei a ficar em casa

    Sala, cozinha, quarto, banheiro…

    O dia inteiro

    Comecei a me sentir ferido

    O animal social que havia em mim

    Ficou dividido”

    Aqui está cristalino o conflito imposto pela realidade: o indivíduo forçado à solidão e à introspecção em choque com o social que não o abandona. E mais adiante: “Percebi que o mundo queria me esmagar”. Mas há uma luz que aponta para uma possível solução do conflito: a palavra. Sua força pode ser a janela para o “novo amanhecer”, metáfora de um novo momento, momento no qual se fundiria os desejos do indivíduo e do coletivo. Esse poder da palavra surge em várias outras poesias de Abel.

    “Palavrear, reverbear minha vida.

    Foi então que descobri

    Um novo amanhecer!”

    O tempo, a vida e as pessoas deste difícil momento presente constituem-se na matéria prima dos poemas e textos do livro. Perpassa por quase toda as composições. Em “O Polissêmico”, o vírus, inimigo mortal da humanidade na atualidade é personificado através de prosopopeias bem construídas.

    “Ele é invisível, insensível e imprevisível;

    Multissintomático nos seus sintomas

    Indiferente e hostil lhe proíbe o abraço

    Provoca cizânia, afasta você das pessoas que gosta”

    Também em “Palmas para a Ignorância”, “As Feridas da Vida” e “De Improviso” surge com força o olhar crítico, às vezes ácido, sobre o presente, a vida e as pessoas. Já em “Ponto de Chegada” essa tríade salta associada à esperança:

    “Apertem os cintos, o velho mundo entrou em crise, começou a ruir.

    O sistema da mercadoria pariu uma nova situação. O deus mercado parou!”.

    E mais abaixo:

    “Sim! É preciso abrir o coração de esperança

    A tempestade é sóbria

    E como dizia Einstein: “é na crise que se aflora o melhor de cada um”

    “Sem crise todo vento é uma carícia”

    Apesar da situação crítica, opressora e do momento difícil durante o qual foram gestados seus textos, Abel consegue lhes dar um estilo leve, variado. Várias vezes namora com o concretismo – “Procurando o sentido”; “Brindando palavras”; “Estranho espelho”. Outra vezes brinca com a estrutura textual: “Divórcio com a forma”. Um dos pontos altos está em “Tirei uma Cartola do Bolso” ao utilizar o recurso da intertextualidade para dialogar com “O mundo é um moinho”, música do magistral compositor carioca.

    Mesmo quando se volta para o passado, seu ponto de partida é o presente. É o que se vê na bela e sensível homenagem a Ângela Maria e por tabela ao pai, à mãe e ao avô em “Poema para Abelim Maria”. É um livro escrito, em tempos sombrios, com delicadeza e esperança. Merece ser lido na solidão da pandemia ou de “mãos dadas” num ato de rua.


  • O Segundo Violino: Engels em seu Bicentenário

    Publicado em 09/11/2020 às 10:26

     

     

     

    É com enorme prazer que o TMT – Núcleo de Estudos sobre as Transformações no Mundo do Trabalho – UFSC, juntamente com o PPGPLAN e o Labtrams da UDESC, organiza o seminário “O Segundo Violino: Engels em seu Bicentenário”.

    Apesar de se considerar um coadjuvante do trabalho desenvolvido por Marx na construção de O Capital, Friederich Engels, o auto-proclamado “segundo violino”, é, sem dúvida, um pensador central na história do socialismo mundial. Nascido em 1820 na Alemanha, o jovem burguês desde cedo resistiu ao seu destino de classe – herdeiro e gestor dos negócios do pai – comprometendo-se com a classe trabalhadora, seu cotidiano, suas lutas, sua organização. Para comemorar sua história e importância na luta dos trabalhadores – ainda reverberante entre nós – bem como sua participação na publicação de importantes obras (sejam aquelas escritas conjuntamente com Marx, como A ideologia Alemã e a Miséria da Filosofia, ou as autorais, como A Situação da Classe Trabalhadora na InglaterraA origem da Família, da propriedade privada e do EstadoA dialética da natureza e Sobre a Moradia, entre inúmeras outras), realizaremos um Seminário virtual, público e gratuito. A inscrição é obrigatória para acesso à sala virtual, por meio da qual o evento será transmitido.

    Maiores informações nas redes sociais: https://www.facebook.com/PlanejamentoUDESC/posts/1428377970690887https://www.instagram.com/ppgplan.udesc/

    Inscrições: http://bit.ly/engels2020

     


  • SeCArte divulga exposição virtual ‘Os Trabalhos de Santa Catarina: sob o olhar de Waldemar Anacleto’

    Publicado em 08/10/2020 às 19:45

    A Secretaria de Arte e Cultura (SeCArte) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Núcleo de Estudos sobre Transformações no Mundo do Trabalho (TMT) apresentam a exposição virtual das fotografias de Waldemar Anacleto: “Os Trabalhos de Santa Catarina”. A exposição estava programada para ser presencial, mas devido à pandemia de Covid-19 foi adaptada para o formato virtual.

    Waldemar Anacleto foi fotógrafo do Governo do Estado de Santa Catarina entre as décadas de 1950 e 1970 e teve o olhar voltado para o mundo do trabalho e para os trabalhadores. As imagens registram um momento fundamental no desenvolvimento do estado, caracterizado pela industrialização e pela expansão no comércio, com efeitos profundos sobre os trabalhadores catarinenses. Waldemar faleceu em 2003, mas o mundo que o fotógrafo capturou em sua câmera ainda atrai a atenção do público catarinense.

    Acesse a exposição virtual “Os Trabalhos de Santa Catarina: sob o olhar de Waldemar Anacleto”

    https://sites.google.com/view/waldemaranacleto/apresenta%C3%A7%C3%A3o

    Confira o programa Canal Memória da TV UFSC com Waldemar Anacleto: